
Diferencial
Temos como prerrogativa básica que um trabalho de inclusão social deve ter início na própria entidade. Assim é que entendemos que as oficinas acima descritas devem oferecer a oportunidade de convívio de cada usuário com o diferente. A segmentação de oficinas por patologias distintas leva, por nossa consideração, ao caminho inverso. Segmentar, repartir ou isolar podem servir à manutenção de preconceitos, mas não facilita o caminho para o convívio com o semelhante, sempre diferente, seja ele considerado “normal” ou não.
A proposição diagnóstica de uma patologia certamente é de importância para o devido acolhimento, prognóstico e tratamento prescrito, porém, deve-se ter em conta que o sujeito humano é bem mais que a definição técnica de uma deficiência ou doença. Como não considerar que temos o direito de reconhecimento de nossas identidades e potencialidades de inserção social, laboral e afetiva? Assim é que entendemos que um trabalho de oficinas, seja ela terapêutica ou de produção, deve contar com o trabalho paralelo de tratamento psicológico ou psicanalítico, encaminhamento para tratamentos médicos necessários, assistência social ativa, atividades esportivas, atividades culturais e de lazer e acolhimentos parentais. Com ética e responsabilidade vimos, desde a fundação, perseguindo estes objetivos.
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